Sarcopenia: É possível escapar?
- Leonardo Bussinger
- 25 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 1 de jul. de 2024
Durante muito tempo a humanidade cresceu e se adaptou para que alcançássemos a vida que temos hoje; Conforto, segurança e praticidade foram e ainda são os motores de praticamente toda busca por aprimoramento tecnológico durante a nossa trajetória nesse planeta. Desde a invenção da Roda há mais de cinco mil anos, o Ser-Humano trabalhou incansavelmente para que suas atividades triviais como comer, dormir e se reproduzir fossem realizadas com cada vez menos esforço e risco à integridade física. Evidentemente tivemos sucesso - afinal você lê esse texto do seu computador ou celular numa realidade que, para muitos imperadores há menos de um século atrás, certamente pareceria impossível.
Ganhamos mais tempo e qualidade de vida; Mais do que dobramos a expectativa de vida de nossos ancestrais, temos acesso a muito mais informação do que o mais culto professor universitário jamais teria há 100 anos, mas isso nos cobra um preço: incompatibilidade evolutiva. Transformamo-nos numa espécie cujas adaptações, construídas por milhares de anos de vida experimentando esse planeta, hoje se mostrem insuficientes frente a circunstâncias contemporâneas fundamentais do nosso dia-a-dia: A constante ausência da necessidade de fazer força, ter velocidade, potência e resistência para realizar uma atividade que outrora nos traria recursos valiosíssimos como comida, abrigo - ou mesmo fugir de um predador - deixa um vazio gigante em nosso organismo. Mais precisamente, na síntese muscular. Associe essa realidade a uma dieta cada vez mais pobre em proteínas e, em contrapartida, rica em carboidratos, e veja se formar o caminho perfeito para a sarcopenia e fragilidade.
Como agir?
Sarcopenia (Sarco, do grego sárx, sarkós, “carne” + penia, "escassez") é uma das condições da Síndrome da Fragilidade, muito comum durante o envelhecimento. A tendência natural a uma vida mais reclusa, uma dieta sem orientação e a sub-dosagem de exercícios levam a uma queda do status funcional e, não raro, lesões. Atividades outrora comuns como subir ou descer dum ônibus, saltar um obstáculo, correr ou mesmo levantar-se do vaso sanitário vão se tornando cada vez mais difíceis e, equivocadamente, se credita isso ao envelhecimento. Por uma série de fatores que não cabem nesse artigo, naturalizamos que atividades que demandem força e potência serão mesmo mais difíceis a medida que envelhecemos e que nada se pode fazer para mudar isso; Não poderíamos estar mais errados!
Com treinamento adequado prescrito pelo profissional capaz de identificar seus potenciais e suas necessidades de melhora, acompanhamento multidisciplinar (Nutricionista, Psicólogo e Médico) e dedicação - principalmente aos treinos de força e potência, é plenamente possível viver uma realidade onde a idade deixa de ser uma justificativa para deixar de fazer o que se deseja e transforma-se em motivo de orgulho pelo o que se faz apesar dela.
Se você ou seu familiar se identifica com os pontos abordados nesse artigo, não deixe de entrar em contato. Já ajudei diversas pessoas no Rio de Janeiro e Niterói (veja os depoimentos aqui) e vai ser um prazer te ajudar também.
Um abraço e até o próximo artigo!
Com carinho,
Leonardo Bussinger

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